Friday, October 24, 2008

Reduz as necessidades se queres passar bem

Agora estou desiludido com a lufthansa, é um facto. Se numa viagem quase me colocavam a pilotar o avião, nesta última nem um upgradezito me fizeram! Pior, com o seu Lounge em manutenção no aeroporto JFK em NY, propõem-nos uma espécie de alternativa asiática - Já nem sei o nome da companhia a que aquele Lounge de substituição pertence. Bem certo está o Jorge Palma quando canta: Reduz as necessidades se queres passar bem. Primeiro criaram-me a necessidade Lufthansa Lounge com muita comida da verdadeira disponível (Sandes para todos os gostos, sopas, legumes, saladas, doces, vinhos de todas as qualidades e feitios, etc), depois criaram-me a necessidade Primeira Classe. Nesta viagem não me satisfizeram nenhuma destas necessidades e eu passei mal como seria de antever. Não tive upgrade e fui como a sardinha na canastra. No Lounge asiático não temos comida, ou temos, mas não é comida para homem, é para rato. Alguém com mais de 1,5 metros de estatura consegue manter-se com bolachinhas, queijinhos e chazinhos? Valeu-se a garrafa de GIN que deixei meia. Por falar em necessidades, no Lounge asiático há a referir a seguinte preciosidade da electrónica de precisão: Uma sanita com aquecimento, jactos a água quente ou fria e muitos outros que eu nem tive coragem de experimentar por, como diz um amigo meu, beliscar a sensibilidade masculina.

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Tuesday, October 21, 2008

To much love will kill you...

Too much love will kill you
If you can't make up your mind
Torn between the lover
And the love you leave behind
You're headed for disaster
'cos you never read the signs
Too much love will kill you
Every time
---
Queen
(Queens, NY, US, 2008)

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Sunday, October 12, 2008

New York

Union Square, NY, US, 2008
A Union Square, ao fim-de-semana, transforma-se num pequeno mercado onde se vende todo o tipo hotaliCas, frutas e flores.

Wall Street, NY, US, 2008

Apesar do centro financeiro do mundo estar em queda o seu touro (Wall Street Bull) continua a ser o centro... das atencOes.
Este foi um dos raros momentos em que consegui fotografar a besta sem que estivesse lA turista alguma a pousar para a foto com a mAo nos ditos do animal.

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Thursday, October 09, 2008

A esgrima de classes

O gestor do projecto onde me encontro a trabalhar actualmente é uma interessante personagem. Como bom italiano trata as mulheres com nomeclaturas que mais ninguém ousa usar. Já ouvi um colega de trabalho referir-se à namorada como “a minha fêmea”, o que, sendo bastante mais forte e sem classe, fica ainda assim a léguas de distância quando analisamos a classificação, segmentação ou detalhe do dito gestor. Para termos uma comparação, o meu colega de trabalho dizia “a minha fêmea” e não ia mais além do que isso. Era sua fêmea mas não sabíamos mais nada. Nadinha. Ficava por ali. O meu gestor de projecto trata as mulheres pela bonita palavra de “território”. “Os meus territórios” que em inglês fica ainda mais bonito: My territory. “Be carefully, this is my territory”, diz ele, sempre que se aproxima alguém com mais alguns centímetros. Bem, o que é importante de referir na sua classificação é que ela não pára por aí! Dentro dos seus territórios há outros subgrupos de classificação e ordenação dos elementos. Por exemplo, ele ordena os seus “territórios” por nacionalidades, ou seja, “hoje estive com o meu território alemão; amanhã vou jantar com o meu território holandês isto se o meu território americano não perturbar”. Como tem que encarar a fatalidade técnica de ter vários territórios com a mesma nacionalidade deu-se ao trabalho de construir outro índice, este, como iremos ver, muito mais orientado à estrutura organizacional e empresarial. Assim, muitas vezes, para detalhar ao máximo as descrições que pretende fazer, diz, “o meu território nas Vendas ou o meu território dos Recursos Humanos”. Claro, como seria de esperar, as circunstâncias da vida muitas vezes conjugam-se de uma forma tão injusta e despropositada que o dito gestor tem que lidar com o problema (issue, no seu bom inglês: “Well gentlemen, we have an issue!”) que é ter vários territórios na mesma secção ou departamento. Assim, surge a subclasse que tomo a liberdade de baptizar de “física”, e passamos a ouvi-lo dizer “o meu território loiro; o meu território ruivo; o meu território dos olhos negros”. Muitas vezes, para não fiquem quaisquer dúvidas para quem o ouve, recorre a duas ou a três classes em simultâneo, e então passamos a ouvir “o meu território dos recursos humanos, a alemã, a do rabo grande!”, especifica.
Porque alguns dos seus territórios são mesmo horríveis, daqueles que ninguém lhes pega, e para que não se pense que ele é do tipo, como ele mesmo faz questão de evidenciar, “à noite todos os gatos são pardos”, decidiu criar mais uma classificação, esta de justificação, esclarecimento ou detalhe, para determinar o índole do território. Então ouvimos o gestor dizer “este não é um território sexual!”, ou no seu perfeito inglês, “come on guys, this is not a sexual territory!”. Para que se entenda o conceito, o gestor tem um território que trabalha na caixa da cantina da empresa. É mesmo feia a senhora! Ele diz que tem que a aceitar como território para conseguir colheres e garfos descartáveis grátis.
Então, pergunta-se, qual o segredo para tanta classificação neste simples Italiano?
Não há segredo ou, se o há, está apenas em ser natural, espontâneo e minimamente divertido!
Aqui fica um dicionário que ando a construir com base nos termos que tão divertida persona diariamente e naturalmente vai mencionando:
O que pretende dizer ----- O que costuma dizer:
Product hierarchy -------- Product Iraque
First of all ---------------- Festival
Cut-over ----------------- Kartofen
Travel plan -------------- Trouble plan
I have no clue ------------ I have no glue
E por aí fora!

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